Sobre a Proteção Contra Radiações por João Quintela de Brito
Um dos objectivos da SOCIEDADE PORTUGUESA DE PROTECÇÃO CONTRA RADIAÇÕES, é o de procurar trazer à discussão dos entendidos e à compreensão dos leigos, não só a temática da Protecção Contra Radiações, como também apelar a todo o tecido legislativo aplicável a práticas comportando um risco devido à utilização das radiações, provenientes de fontes artificiais e naturais, quer se trate de radiações ionizantes quer das não ionizantes. No que diz respeito às radiações ionizantes, e considerando-se, a título exemplificativo substâncias radioactivas, o campo é vastíssimo indo desde a produção ao tratamento, manipulação, armazenamento até à sua utilização. Não se deverá ignorar ou subestimar o transporte, e muito menos pela extrema gravidade o tráfico ilícito de, materiais radioactivos a que pessoalmente fomos sempre muito sensíveis, e que hoje infelizmente prolifera. Relativamente ao caso de aparelhagem eléctrica que emita radiações ionizantes e cujos elementos funcionam sob uma diferença de potencial superior a 5kV, também há uma necessidade cada vez mais acentuada, duma socorrência legislativa em termos formativos e da sua maior implementação. Para além de muitos considerandos, que permitem antever um aumento notável, da exposição dos trabalhadores, e do público, a SPPCR preocupa-se, com a informação a prestar ao público. Recentemente formulámos um convite a vários
órgãos de informação, que ficou, mau grado nosso sem resposta, em que o tema a
debater era bastante aliciante e dizia respeito a casos de exposição de duração razoável, resultantes da sucessão duma situação de urgência
radiológica ou da prática duma actividade profissional já ultrapassada ou
mesmo obsoleta e ou antiga
Em 1784, há portanto 215 anos produziram-se raios X aquando de experiências levadas a efeito por Willian Morgan, (1750-1833). Foram testemunhadas por Benjamim Franklin. Nos finais do século XVIII havia todavia ainda, um total desconhecimento do que se havia passado e mesmo produzido. Foi necessário decorrerem cento e um anos, para se poder dizer, que se tinha feito uma grande descoberta, a descoberta dos raios X... W. Morgan, orientava nessa altura, algumas experiências, com a finalidade de
se poder concluir, se a electricidade poderia passar através do vácuo
perfeito.
Notou no decurso das suas experiências e ao pretender fazer a demonstração de que a electricidade podia de facto passar através do vácuo, que se formavam uma série de anéis nas paredes do tubo. Os anéis eram inicialmente amarelo-acinzentados, depois azuis, púrpuras, a que se seguiam vermelhos. Graças a tal, poude propor à Royal Society um método baseado no que acabava de observar, para se ajuizar da “grandeza” do vácuo. Anos mais tarde viria a saber-se que a descarga amarela-acinzentada que Morgan observara, tinha sido causada por Raios-X moles, produzidos no tubo. Entendia-se assim o episódio que na época Morgan, não soubera explicar. Os cem anos seguintes, foram, ou são por assim dizer, a trama urdida por um conjunto de outras descobertas de não menor valia mas de incidência directa ou indirecta nas aplicações das radiações, que viriam a revolucionar o mundo, e a imprimir uma nova concepção nos mais variados domínios da vida humana! Não podemos deixar de salientar que a descoberta da fotografia, foi sem dúvida alguma uma das mais importantes em todo este processo evolutivo, possibilitando a demonstração, pelo poder persuasivo da evidência, a existência duma radiação que anos mais tarde, seria descoberta e que viria a ocupar directa ou indirectamente, parcial ou totalmente, muitas vidas profissionais. A esta descoberta, outras se seguiram como por exemplo, a bomba de vazio, a fluorescência em tubos providos de eléctrodos onde se praticou o vazio etc. (Geissler e J. Plucker) e a não menos, senão a
mais importante das traves da Grande Descoberta das Ondas, a Teoria do Campo
Electromagnético.
Hittorf em 1869, leva ao conhecimento público que a “emanação proveniente do cátodo, era parada” por um corpo sólido. Goldstein, apelida-a de “raios catódicos.” Crookes teve oportunidade de ver o que já 85 anos antes fora constatado por Morgan, a cor-amarela-acinzentada, nos tubos, evidência hoje bem reconhecida de que se haviam produzido Raios-X, os quais como mais tarde se veio a saber, foram os responsáveis por umas manchas detectadas em placas fotográficas que tinham estado armazenadas próximo da bancada de trabalho do seu laboratório. Seis nos antes da descoberta de Roentgen, o Professor Arthur Goodspeed (1860-1943) da Universidade da Pensilvânia tinha obtido uma “gravura produzida por Raios X” de algumas moedas que tinham ficado acidentalmente em cima duma chapa fotográfica no laboratório do seu Assistente, Willian Jennings (1860-1945). Como estavam em curso outras experiências que se lhe afiguravam mais importantes e até mais urgentes, guardou as chapas numa gaveta, até poderem vir a ser analisadas com o cuidado requerido. Essa ocasião chegaria 6 anos mais tarde, quando Goodspeed leu a notícia da descoberta de Roentgen. Só então se apercebeu do que se havia passado e da grandiosidade do que havia de certo modo negligenciado. A sucessão de acontecimentos e de descobertas foi
progredindo até que em 1886 Heinrich
Hertz 1857-1894) caracterizou a
radiação electromagnética dotada de grande comprimento de onda.
Estava-se pois, a entrar no mundo incomensurável das radiações electromagnéticas, o que iria a curto espaço de tempo ocupar domínios enormes de toda a actividade humana. O aparecimento de uma sucessão de aplicações, algumas de desmedida importância, rasgando horizontes de ridentes esperanças, não se fez esperar. Algumas conducentes ao bem estar físico e moral da Humanidade, e outras e em não menor quantidade, cerceadas, aqui e ali, pelo vermelho vivo de algumas consequências negativas, e funestas. Inicia-se assim um processo histórico que se foi forjando, e sobrecarregando com numerosas fatalidades mas a que a memória dos homens estará naturalmente sempre atenta, recordando-as de quando em quando com o avivar próprio quando certos acontecimentos são trazidas ao conhecimento público. Cinco anos mais tarde, em 1891, Hertz, assistido por Lenard, que descobriu os "Raios Lenard", iniciava e ultimava o estudo relativo ao poder penetrante dos raios catódicos. Só quatro anos mais tarde, em Novembro de 1895, Roentgen , viria a descobrir de facto os Raios X, proferindo sobre o assunto a sua primeira Comunicação em 3 de Janeiro do ano seguinte, tendo ao que parece, aproveitado a quadra natalícia para a elaborar. A reforçar tal suposição faz-se notar que curiosamente, a datou de 26 de Dezembro de 1896... Volvidos dois meses, faz a sua segunda mas não menos importante Comunicação sobre os seus trabalhos O que há de mais espectacular em tudo isto é que a
existência de radiações electromagnéticas com comprimentos de onda muito mais
pequenos do que o da luz visível, por exemplo, a radiação X, tinha sido
predita pela teoria da dispersão do espectro, concebida pelo genial físico
Este Físico genial, formulou na teoria do Campo Electromagnético de James Clerk Maxwell(1831-1879) ,baseando-se em trabalhos que Hertz elaborou, durante os anos 1886-1888, que as ondas electromagnéticas com comprimentos de onda maior que os da luz, as assim chamadas ondas Hertzianas ou ainda ondas rádio, não só viajavam com a sua velocidade, como podiam também ser ser reflectidas, refractadas e de outras maneiras evidenciavam as suas propriedades . A existência matemática da radiação X, havia sido de facto demonstrada uns anos antes da sua descoberta…Caso verdadeiramente impar! Sensibilizado pela ideia, de que a nova radiação se devia à acção dos raios catódicos nos materiais fluorescentes, Henri Poincaré (1854-1912), após a descoberta dos Raios X, sugeria que os raios X podiam ser também produzidos por substâncias fosforescentes vulgares. Procurando responder a estas sugestões, Becquerel empreendeu um estudo sistemático relativo a tais substâncias, acabando por concluir que a luminescência induzida pela luz do Sol, podia "conter raios X". Iniciou assim, os seus trabalhos com sulfato duplo de urânio e potássio, que sabia ser fluorescente e adequado para o efeito pretendido. Henri Becquerel, Professor de Física na Escola Politécnica de Paris, tinha 44 anos de idade, quando fez a sua importante descoberta, que muitas vezes ainda parece persistir envolta na bruma das descobertas, passando o seu nome um pouco despercebido! Aproximadamente 30 anos antes de tal acontecimento, em 1867, um outro Físico francês, relatou que o nitrato de urânio, depois da exposição à luz, afectava uma chapa fotográfica originando um efeito fotográfico extraordinariamente intenso... A causa foi atribuída a uma luz, ficando as radiações que o urânio emitia, por detectar e obviamente caracterizar. Não obstante a descoberta da radioactividade ter sido extraordinariamente importante, e de imediato as suas aplicações terem irrompido por todos os lados foi contudo pouco noticiada, excepto num pequeno recanto do Mundo Científico da época, em oposição à descoberta dos raios X. Revistas científicas e boletins que tinham anunciado os raios X, não prestaram atenção de monta ou a atenção devida aos “raios de urânio”. Becquerel ao ser-lhe atribuído o Prémio Nobel fez com que dignamente se dividisse tal distinção com o Casal Curie. A própria descoberta do Rádio, consequência inequívoca do trabalho de Becquerel, tornou-se numa das mais publicitadas e populares crónicas da História da Ciência, em contraste com a Descoberta da Radioactividade, que recebeu uma difusão diminuta. As investigações empreendidas por Becquerel sofreram algumas contrariedades. Em 2 de Março 1896, uma segunda-feira, tendo como cenário científico, a Academia de Paris, este Homem de Ciência indiferente a tudo deu conhecimento ao Mundo que havia descoberto a Radioactividade. Hoje em dia e com o reforço da pluridisciplinariedade que os vários domínios emergentes de materiais e de dispositivos produtores de radiações, quer ionizantes quer não ionizantes impõem, somos despertados pelo clamor que ainda parece querer perdurar com grande reforço, no eco que persiste nos nossos ouvidos, do grito estrondoso e até alucinante que a descoberta dos Raios x produziu... Raríssimos foram os acontecimentos na História da Ciência que suscitaram tamanho interesse e admiração do mundo, como aconteceu com a descoberta da radiação X, a que se a da radioactividade!...O mundo científico e o leigo, entraram numa loucura febril e toda a espécie de histórias bizarras e acontecimentos, foi oportunisticamente referida. De ilusões em ilusões os admiráveis sonhos foram-se esfumando, sendo substituídos pela crueza da realidade dos charlatães que prometiam "milagres" mediante pesado contributo. Uma das suas aplicações favoritas, foi infelizmente a depilação, a que milhares de mulheres jovens, se sujeitaram, por ser "prática e efectiva", segundo a propaganda da época. Foram expostas a doses de raios X de tal modo elevadas para se produzir a depilação, que de imediato deram origem a eritemas, cicatrizes, atrofias e cancros, efeitos laterais dos tais tratamentos. O Dr. Louis J. Harven, New York Comission of Health, afirmou que conhecia casos incontáveis de mulheres jovens com as faces desfiguradas causadas por tratamentos com os raios X, para remoção dos pelos faciais superfúlos. O público começava a ter um conhecimento cada vez mais profundo dos potenciais perigos das depilações conseguidas com os raios X não obstante a malévola e feroz obstinação de alguns médicos que prosseguiam com tratamentos escondendo a triste realidade aos mártires que iam fazendo. A loucura era tamanha que se chegou mesmo em certas sapatarias a escolher o calçado, utilizando raios X. Seria um enumerar exaustivo de pseudo aplicações. Chegou-se ao ponto de se atribuir a alguns aparelhos um poder atentatório do pudor feminino, mediante a pseudo utilização dos raios X. Na própria literatura científica, com uma certa leviandade, apareceu um trabalho propondo a proibição do uso de raios X em binóculos de teatro, a fim de proteger o pudor das mulheres em cena. “ Todavia depressa o espantalho da imoralidade atribuída aos Raios X empalideceu esfumando-se. Para tal contribuiu o facto de, quando em Janeiro de 1896, estando doente o Imperado da Alemanha, com uma afecção no braço direito, foi o mesmo radiografado para após a formulação do diagnóstico, vir a ser convenientemente tratado. Mas o que mais contribuiu para tal, foi o facto da Rainha D. Amélia de Portugal, conhecedora dos efeitos nocivos dos apertos a que as suas damas se sujeitavam, conseguir faze-las radiografar com a finalidade de puderem ajuizar dos malefícios que faziam à sua integridade física, nomeadamente ao fígado com os espartilhos apertados que na época ainda se usavam. Começava assim, a radiação X a ser encarada como algo de muito importante, e com potencialidades ainda não muito conhecidas, mas muito promissoras. De avanço em avanço chega-se a 5 de Janeiro de 1876. Nesse dia, na Imprensa de Viena, foi feita, segundo se crê menção sobre a possibilidade dos raios X ajudarem o diagnóstico médico, particularmente na identificação de ossos partidos e de corpos estranhos... Parece que a primeira radiografia intencionalmente conseguida para fins exclusivamente médicos, terá sido obtida em 3 de Fevereiro de 1896 pelo Astrónomo Edwin B. Frost (1866-1935) do “Dartmouth Collaege”. O doente era um rapaz ainda muito jovem e o médico, de nome Gilman Frost, irmão do Astrónomo. A “chapa fotográfica” obtida, permitiu fazer um bom diagnóstico, fractura do cúbito esquerdo, tendo sido necessária uma exposição de 20 minutos... Contudo, por incrível que pareça, as aplicações terapêuticas precederam as aplicações relativas à formulação de diagnósticos. No tocante à Radioactividade, no nosso Pais, admite-se que Sousa Pinto terá sido o primeiro palestrante português a dissertar sobre os “Raios de Becquerel”, como se denominava a descoberta relativa à Radioactividade. Corria o ano do Senhor de 1902. Em 1903, Almeida Lima, derradeiro Mestre de Física da Escola Politécnica, e posteriormente professor da Faculdade de Ciências de Lisboa apresentou à Academia Real das Ciências de Lisboa uma belíssima e esgotante comunicação, demonstradora duma capacidade notabilíssima no domínio dos conhecimentos científicos sobre assuntos que aludimos, relativamente à época em questão. Marques Teixeira, em 1914, apresentou na Universidade do Porto, uma dissertação que a assistência classificou de interessantíssima, sobre a “Manipulação da Radioactividade”. Na busca incessante que nos foi permitida e graças à amabilidade sempre pronta de Eminentes Mestres, foi-me possível coligir alguns elementos de grande importância para compreensão dos trabalhos de alguns pioneiros das Universidades Portuguesas. Assim, segundo argumentos autorizados, julga-se que um dos primeiros trabalhos convenientemente estruturado, realizado inteiramente no nosso País mas de natureza experimental, envolvendo a detecção da Radioactividade, foi o da dissertação apresentada ao concurso aberto para preenchimento do lugar de 2º Assistente do 1º Grupo da 2ª Secção da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, intitulada: “Ionização dos Gases, em vaso fechado” por Francisco Martins de Sousa Nazareth, Bacharel em Filosofia. Tais trabalhos e a sequência dos mesmos e das suas linhas orientadoras, constituem nalguns casos a indicatriz desejável para a persecução de determinados aspectos relevantes da Protecção Contra Radiações. Mercê de toda uma qualidade excepcional de trabalhos experimentais sobre a electroafinidade dos gases, e que foram marcos de singular importância, no estudo da radioactividade, desenvolvendo-se detectores, sem os quais, não seria exequível a detecção de material e ou dispositivos emissores de radiações, mediante a construção e posterior utilização das valiosas câmaras de ionização. Talvez como consequência da elevada qualidade dos trabalhos a que aludimos, o Instituto de Rádio de Madame Curie, ocupou-se exaustivamente da condutividade eléctrica dos gases. Na página 132, da “História e Desenvolvimento da Ciência em Portugal no século XX,” refere-se que, “os trabalhos do Professor Mário Silva prosseguem em Coimbra sem interrupção temporal.” Apresentou à Faculdade de Ciências de Paris, ainda bolseiro, uma Tese de Doutoramento intitulada “ Recherches Expérimentals sur l’Électroaffinité des gaz” que foi classificada com a menção “TRÉS HONORABLE”. Em 1927, utilizando uma câmara de ionização cheia de Árgon, determinou o período do Polónio como sendo de 140,2 dias sendo o seu valor actual de 138,4dias. Em 1931, na revista da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, publicou o trabalho “RADIOACTIVITÉ DES GAZ SPONTANÉS DE LA SOURCE THERMALE DE LUSO” de que se cita “os métodos utilizados no nosso trabalho são essencialmente os utilizados no laboratório de Madame Curie no Instituto do Rádio de Paris. Saliente-se que as medidas foram feitas no Laboratório em Coimbra…” Mário Silva, e Álvaro de Matos, criaram em 1931, o Instituto do Rádio da Universidade de Coimbra o qual todavia nunca chegou por razões que desconhecemos, a ter existência legal não obstante tivesse sido convenientemente equipado. Relativamente às águas minerais, e na sequência de estudos já por si realizados vieram sequencialmente a juntar-se “os relativos ao estudo da radioactividade das águas minerais”. Tais trabalhos iniciados e processados em 1936 por Investigadores da Universidade de Coimbra que efectuaram um trabalho de grande valia, sobre “Determinação da Radioactividade em Águas Minerais”, viria a estender-se à quase totalidade das águas minerais conhecidas. A descoberta de Roentgen, foi noticiada em Portugal no dia 27 de Janeiro de 1886 pelo jornal “Novidades curiosamente, passados alguns dias, Teixeira Bastos, Professor de Física da Universidade de Coimbra obtém a primeira radiografia de que há conhecimento entre nós. Pouco tempo depois, segundo registo da época é utilizada numa aula uma radiografia duma mão duma criança de dois anos que, apresentava uma lesão tuberculosa óssea. Com este facto, abre-se a porta do ensino, em Portugal, na cidade de Coimbra à “Radiografia”. Teixeira Bastos em 1896 referia num trabalho editado na revista “INSTITUTO” que nas experiências realizadas no gabinete de Física da Universidade, tendo utilizado uma bobine de Ruhmkorf, era excitada por seis elementos Bunsen. A carga era recebida num tubo de Crookes. A uns dez centímetros do tubo, envolvido em papel preto colocava-se a chapa fotográfica, normalmente aos raios catódicos. Sobre a placa assentava o objecto da experiência. Obtiveram-se bons resultados, com exposições não inferiores a vinte minutos, tendo sido fotografadas, uma chave, um dedo cortado a um cadáver (o primeiro ensaio a ser feito) e uma mão viva, uma caixa de pesos e ainda uma sardinha. Mais adiante Teixeira Bastos aludia que “não era fácil prever todas as aplicações científicas e industriais a que poderá prestar-se o novo processo”. “Tem-se sobretudo procurado aplicá-lo ao diagnóstico cirúrgico. O Hospital da Universidade, acompanhando o movimento iniciado no estrangeiro, tem já feito ensaios animadores nesse sentido”.
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